Corte do MEC em universidades inviabiliza UFPB, revela reitora

O corte de 30% na verba das instituições de ensino federal pode inviabilizar o funcionamento da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) até o fim do ano. Quem afirma é a reitora da instituição, Margareth Diniz. Ela espera uma audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ainda em maio, para reverter a situação. O bloqueio foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na última terça-feira (30).

“O quadro é gravíssimo. Nós não vamos ter como fechar as nossas contas. Espero que possa ser revertido. A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) está tentando agendar uma audiência com o ministro para mostrar nossas planilhas. Nosso orçamento (R$ 148.796.174 milhões) é o mesmo do ano passado, apesar do aumento e inflação de tudo. Com esse corte de 30% vai inviabilizar o funcionamento da universidade até o fim do ano”, disse.

Serviços de manutenção, limpeza e segurança seriam os primeiros afetados, mas o bloqueio dos recursos também atingiria materiais para os professores ministrarem aulas.

O corte em todas universidades foi feito depois das críticas ao bloqueio de verba de três universidades que tinham sido palco de manifestações públicas: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro Abraham Weintraub disse que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas. A lição de casa precisa estar feita: publicação científica, avaliações em dia, estar bem no ranking”.

Nessa quarta-feira (1º), o ministro escreveu no Twitter: “Para quem conhece Universidades Federais, perguntar sobre tolerância ou pluralidade aos reitores (ditos) de esquerda faz tanto sentido quanto pedir sugestões sobre doces a diabéticos”.

Margareth Diniz lamentou que o ministro tenha feito uso de tal justificativa para cortar recursos do Ensino Superior.

“Não tem justificativa. A universidade é plural. Se ocorreu algum abuso (nas manifestações) que seja apurado e resolvido. Agora você cortar recursos por causa disso é preocupante”.


Com Mais PB